sábado, 27 de junho de 2009

FIC Festival Internacional de Teatro

O Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto atrai gente do país todo. E super produções, cinclusive internacionais. A movimentação é intensa, a diversidade cultural é incrível. Uma festa da cultura que vale a pena. Este ano, o festival é em Julho... http://www.festivalriopreto.com.br/


Reconhecimento


O Primeiro reconhecimento profissional surgiu dias antes da minha mudança de Itapetininga. Assim que os vereadores da
cidade souberam da minha saída, trataram de me fazer uma homenagem. Um requerimento de congratulações pelos meus serviços prestados como repórter na cidade. Iteptininga viveu um momento particular e inédito na história do país. O município sempre foi governado por "coroneis"... Pessoas que não se preocupavam com o crescimento e desenvolvimento. Gente mesquinha que só queria saber de ganhar dinheiro. Gente presa num passado que, ainda hoje, venera Julio Prestes (ex-governador de São Paulo e eleito Presidente em 1929), o mais ilustre Itapetiningano da história (apesar de ninguem saber que ele é de Itapetininga. Eu só soube,
porque morei lá). JUlio Prestes mereceser homenageado sim... Mas, não dá pra ficar preso nesse passado. Até hoje os mais antigos moradores têm raiva de Getúlio Vargas, autor do golpe de estado de 1930, que impediu a posse de Julio Prestes. O rancor até hoje tem motivo. Todos acreditam que a cidade teria sido mais próspera, teria se desenvolvido mais, não fosse esse golpe de estado. Tá, mas não dá pra voltar atras, certo? Então, porque permanecer estagnado? Porque não pensar em políticas para beneficiar o cidadão pobre daquela região (região conhecida como o ramal da fome do estado de São Paulo). O dinheiro vaza pelo ralo, por haver políticos corruptos. E nesta época em que trabalhei lá, toda a mesa diretora da Câmara Municipal foi cassada pela justiça, acusada de Improbidade Administrativa. Seis parlamentares (de um total de 11), de uma só vez, retirados de seus cargos... Algo nunca ocorrido antes no país. A TV TEM mostrou tudo, investigou cada parte das denuncias contra os vereadores e foi fundamental para que, com as imagens registradas, a justiça pudesse tomar a decisão... Aprendi demais com cada episódio da política local.
Em um deles, uma sessão ordinária não foi realizada por falta de quorum.. Mas onde estariam os vereadores? Eu e o rep.Cine. Fabio Campos rodamos a cidade, porque cada vereador deu uma desculpa diferente para a falta na sessão... Outros nem se justificaram... Achamos muito estranho eouvimos um boato que confirmamos ser verdade. Eles estavam em uma carreata de comemoração pela vitória do deputado Edson Giriboni, nas eleições. Ficaram totalmente desconcertados quando perceberam que estavam sendo filmados... Foi um estardalhaço na cidade. Repercussão que mostrou quem eram os vereadores, de verdade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Dia dos Pais Radical

Dia dos Pais. Domingão. Solzaço. Nada de núvens no céu. Tempo quente. Dia perfeito pra se refrescar de um jeito diferente... UM SALTO MALUCO DE PARAQUEDAS... Neste dia, muitas famílias tiveram essa idéia. No Centro Nacional de Paraquedismo, em Boituva, a galera não teve medo e se jogou lá do alto. Eu e o Fabio Campos acompanhamos de perto cada detalhe dos aventureiros. Um esportezinho caro, vou te dizer. Em média, um salto custa 450 reais. Você paga a vaga no avião, o aluguel da roupa, o combustível e o resto do valor é dividido entre piloto, instrutor que salta com você, e o pagamento pelo serviço de fotografia e filmagem.... Vejam vocês mesmos. Muito Loko,,,


MEU SALTO... SIM, EU TAMBÉM SALTEI...
Uma semana depois da reportagem eu não tive dúvidas. Fui viver essa emoção. Não dava pra deixar passar essa chance... Era um domingão também. Fim de tarde... O Dia mais lindo e mais perfeito pra registrar essas imagens. Meu salto foi o ultimo a ser realizado naquela tarde, bem no por do sol... Sensacional... Depois que o paraquedas abre, é uma delícia curtir o visual e aquele céu alaranjado, o sol próximo do horizonte...
Uma das partes mais dificeis é quando o avião vai subindo, subindo, subindo, em forma de espiral (para não fugir do ponto de pouso), até chegar a 3.600 metros de altura. E a gente no avião, amontoado no assoalho (já que não há bancos nesse tipo de avião) e com o coração a mil por hora na ansiedade do salto. Quando chega o momento, não tem mais jeito de desistir... A sensação de suicídio é notória. CARA, VOCÊ SE JOGA NO MEIO DO NADA... Até por isso, nosso corpo nos protege... Várias pessoas com quem conversei viveram a mesma situação: nesse exato momento de se lançar do avião, você apaga por milésimos de segundo. Como se fosse um sistema de proteção do nosso corpo, pra não sofrer... Rapidamente, o instrutor bate no nosso ombro, a gente retoma a conciencia e abre os braços pra curtir o salto... São 2 mil metros de queda livre, rosto esticado pela força do vento... Nem dá tempo de sentir frio. A Sensação é insana, como uma entrevistada havia me falado uma semana antes. Todo mundo tem que viver isso pelo menos uma vez na vida... Minha aterrissagem não foi bonita... hahahah... Mas, quem se importa? Diante da sensação que eu vivi, to pouco me importanto para a aterrissagem. rs


Cinema do Carlito

Carlito. Um afixionado por cinema. Desde a infancia fazia de tudo pra entrar escondido numa sessão. O pai era dono de um cinema e ele guarda até hoje os equipamentos. Uma reportagem muito gostosa de fazer. Rendeu... Apresentação minha e da Patricia Vieira (hoje na TV Diário de Mogi)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Resgate em Cavernas

Esta foi a última grande reportagem que eu fiz, trabalhando na TV TEM de Itapetininga. Já estava com os dias contados para a transferencia para a TV TEM de São José do Rio Preto. Nesta reportagem, eu e o parceirão Evertton Momberg acompanhamos o treinamento de resgate em cavernas na região do Parque Petar, em Iporanga, sul do estado de São Paulo. Lá, o que sobrou da Mata Atlantica no estado é preservado. O lugar é muuuuuito longe da sede da emissora em Itapetininga. Foram, 3 horas de viagem. Entrando no parque foram mais 2 minutos de estrada de Terra. Evertton dirigia, quando passamos por uma pedra maior, que furou um dos pneus do carro.
Tivemos que parar. Já eram 10h da manha... Tinhamos saido de Itapê às 7h...
O Kré trocou o Pneu... Quando baixou o macaco, o carro foi ao chão novamente.
O STEP TAMBÉM ESTAVA FURADO.... foi motivo de muitas risadas... Estávamos no meio do nada, o celular não tinha sinal... Tivemos que rodar com o step murcho por 5 km... quando descemos o principal trecho da serra até o local do treinamento (por sorte estávamos perto), havia um borracheiro..
O único no meio da mata. Enquanto ele arrumava o carro, faziamos a reportagem, percorrendo o parque de carona no carro dos bombeiros, que organizaram o treinamento. Claro que, por causa desse imprevisto, a matéria não chegou à tempo na redação para ir ao ar no mesmo dia, no jornal das 19h... Chegamos na redação de volta passavam de 21h... Foi ao ar no dia seguinte... Inesquecivel... Ai embaixo, o vídeo... Vejam a beleza de lugar...



Miss Rural

Uma ex catadora de laranjas mudou de vida. Virou modelo. Ela foi descoberta por uma moradora de Capão Bonito, no sul do estado de São Paulo, que ao olhar para a garota, percebeu que ela tinha algo diferente. Começou a desfilar em pequenos desfiles na cidade e não parou mais.

Orquestra Sopra Mulheres

A primeira osquestra formada apenas por mulheres. Que garra. Que força de vontade. Muita dedicação. Um talento incrivel. Graças a ela, a reportagem fez sucesso. Repercutiu. Entrou no Bom Dia São Paulo e no Via Brasil, da GloboNews, onde foi vista por Luciano Huck. A aparição rendeu à orquestra um convite para participar do Caldeirão do Huck. Elas foram. E a data não podia ser melhor. Era o aniversário de Luciano Huck. As meninas ajudaram Angelica a cantar parabens pro Luciano, no palco. Mulheres guerreiras, corajosas, que merecem todo o destaque do mundo. Vale o crédito de imagens para o repórter cinematográfico Welington Almeida, que me ajudou a escolher as melhores imagens.

Trem Ambiental

Uma aula diferente. Alunos de escolas públicas de Tatuí fizeram um passeio de trem para conhecer a região. O objetivo: ver de perto o meio ambiente e criar nas crianças a concientização em preservar a natureza. A reportagem entrou no Bom Dia São Paulo.

Festival MPB Tatuí

Depois do Festival de Musica Brasileira, os 10 finalistas se reunem no estúdio. Sim, a cada edição, um CD é lançado pra comemorar o evento e relembrar as músicas que ficam pra posteridade.

O Grande Encontro

Festival de MPB do Conservatório de Tatuí. Ano de 2007. Paralelamente às disputas entre novos músicos, intérpretes, sempre uma apresentação de profissionais já consagrados. Neste dia acompanhamos o ensaio para apresentação da cantora Célia (que era também uma das juradas do Festival) e do Quinteto em Branco e Preto. Um encontro sensacional. O show foi ótimo e encerrou uma das noites de apresentação dos concorrentes ao prêmio do Festival.

domingo, 21 de junho de 2009

Festival de MPB


Um dos melhores festivais de MPB do país é realizados todos os anos no Conservatório Musical de Tatuí, interior de São Paulo. Muitos músicos, interpretes e compositores concorrem aos prêmios do público e dos jurados (um dos jurados, o músico Bira, entrevistado nesta reportagem). Gente do Brasil todo. Um dos grupos que mais chamou a atenção e que ficou em segundo lugar foi a Orquestra Popular Brasil de Cara... (http://www.brasildecara.com/)... a diversidade de sons e a mistura de ritmos levantaram o público. No site da Orquestra está esta reportagem e outros vídeos.. Sem contar, a agenda deles. Muito bom esse grupo. Fazer essa reportagem foi uma delícia. Passamos uma tarde inteira acompanhando os ensaios e as avaliações dos jurados.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Entrevista Leny Andrade

Leny Andrade. Os mais novos não a conhecem. Nem eu conhecia. Mas, neste dia, tive o imenso prazer de ver essa baixinha de perto. Leny, que recentemente disse, numa outra entrevista para televisão, que o único cuidado com a voz é fumar de vez em quando (e gargalhou), se apresentou no Teatro do maior Conservatório da América Latina, que fica em Tatuí. Na época, ela tinha acabado de ganhar o Grammy. Um ótimo show, uma ótima entrevista. Pena que em TV a entrevista rápida de no máximo 10 minutos é reduzida a 2 minutos na edição. Apresentação do jornal é da queridíssima Thalita Oliveira.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Morte em Coronel Macedo


Mais parece enredo de filme. Coronel Macedo, que fica há 350km de São Paulo, no sul do estado, tem uma política que faz juz ao nome. Coronelismo puro, ainda que seus moradores nem saibam a diferença disso pra uma democracia, já que a impressão que passa é que sempre foi comandada por coronéis. No caso desta reportagem, o vereador que presidia a comissão de inquérito que poderia cassar o prefeito por improbidade administrativa foi assassinado. Assim que as investigações descobriram que capangas do prefeito tinham feito o serviço, o então prefeito Tonon tratou de fugir. O clima na cidade era horrível. Aliados do prefeito e oposicionistas não se olhavam. Qualquer coisa era motivo pra discussões nas ruas. Enquanto o velório do vereador era realizado numa esquina, na outra (há cerca de 50 metros) era realizada na câmara municipal, a sessão que poderia cassar os direitos políticos do sr. Tonon. Portanto, presumam que o vereador (o presidente da comissão de inquerito) foi morto um dia antes da sessão que julgaria o prefeito. Eu e Elton Rodrigues acompanhamos tudo. Como era muito longe da tv, tivemos que dormir num hotel da cidade. Onde passávamos, sempre alguem gritava "vai embora daqui"... A imprensa era hostilizada. Os chefões da cidade estavam incomodados, não queriam que a verdade surgisse. Um vereador aparentemente honesto, no cumprimeito do seu dever, no seu primeiro mandato, pagou com a vida, para que a verdade sobre Tonon viesse à tona. O Prefeito foi cassado. Tentou everter na justiça, mas não conseguiu. Desapareceu. Muito tempo depois dessa reportagem, a polícia avisou que tinha encontrado o corpo de Tonon no litoral do Paraná. A história que chegou era a de que ele estava com duas pessoas da familia num barco em alto mar, quando caiu e se afogou. Não quero ser um Tomé, que precisa ver pra cer, mas com o dinheiro e o poder que ele tinha, não me sai da cabeça que esse cara pode ter fugido e arranjado uma identificação de um corpo qualquer para atestar uma falsa morte. Pode parecer um absurdo. Mas, como disse, tá mais pra enredo de filme.


Globo Rural Holambra 2

Fiz esta reportagem com meu amigo reporter cinematográfico Everton Momberg, vulgo Kré.
Foi mais um daqueles fins de semana de horas na estrada. Raposo Tavares é o melhor caminho de Itapetininga para Paranapanema, municipio onde fica o distrito de Holambra 2. É, a Holambra mais conhecida fica na região de Campinas. Mas muitos dessendentes de holandeses, se mudaram de lá e fundaram um segundo polo de flores e cultura holandesa no estado. É impressionante como os costumes passam de geração em geração e são levados a sério até pelas crianças. Chegamos lá alguns minutinhos atrasados, porque tinham muitos caminhões na rodovia e atrapalhou nossa velocidade. Ao chegar, já estavam todos no ginásio de esportes só pra participar da reportagem. Foi bem divertido...Ah, você sabia que eles usam sapato de madeira? hahaha... sim... vejam.


sábado, 13 de junho de 2009

Degradação Ambiental

A péssima nota de Itapetininga na destinação correta do lixo foi o MOT desta reportagem. A cidade nunca se preocupou em ter um aterro sanitário decente e foi sempre mal avaliada pela Cetesb e pelo governo do estado, sendo multada várias vezes. Mas nada muda... Pra fazer a passagem (que é quando o repórter aparece), eu e o rep.cine. Wellington Almeida fomos até o Lixão. Coisa nojenta. Um cheiro insuportavel. Milhares de moscas varejeiras (que eu apelidei de caranguejeiras, de tão grandes) não saiam de perto, tomavam conta de todos os espaços. Misturados ao lixo, dezenas de porcos e urubus. E tem gente que vive do que o Lixão produz. Em outras palavras reaproveita muitos itens que são jogados fora e revende para conseguir uma grana. Um dos "donos" da área diz que deixa os porcos lá para se alimentarem dos restos de comida, engordarem e serem vendidoso depois. Mais um dinheirinho. Sabe-se lá onde estes porcos iriam parar depois. Disse que eram vendidos para particulares. Mas quem garante que não iriam pra algum abate e depois para frigorificos clandestinos. Em época onde o cuidado com o meio ambiente é tão falado, existem cidades que não dão a mínima pra essa situação. Segue o video...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Lição de Vida

Seo Crispim... Um homem que já viveu muita coisa nessa vida e nunca deixou de lutar. Nunca deixou de sorrir. Nunca deixou de acreditar que o ser humano pode sempre ser melhor. O pedreiro concilia o trabalho com a função de professor de futebol na comunidade do jardim Itália, em Itapetininga. Centenas de crianças já passaram pelas mãos de seo Crispim. Algumas se deram bem e conseguiram passar em peneiras de times de Sorocaba e outras cidades. Foi a dona da obra onde ele trabalhava que ligou pra tv, pra sugerir uma reportagem com o pedreiro. Uma ótima história que nos dá uma lição de vida. Mas, como em toda emissora do interior, muitas vezes, falta tempo pra fazer uma reportagem assim. A estrutura é pequena, a quantidade de repórteres não é suficiente para atender a demanda pela quantidade de notícias. Na primeira vez que a reportagem foi agendada, surgiu um factual (uma notícia de ultima hora) que nos impediu que fazê-la. Ficamos sabendo mais tarde, que seo Crispim ficou chateado com nossa falha (e com razão). Os vizinhos zombaram dele... "ah, o senhor acha que a TV TEM vai vir fazer uma reportagem com o senhor? Eles têm mais o que fazer, seo Crispim.". Mas, a reportagem foi reagendada e nós, desta vez, comparecemos, pra calar a boca de quem duvidava e por justiça com o pedreiro, que dedicou parte da vida em ajudar as crianças, sem receber nada em troca. Isso mesmo, nadinha. Fazia por gosto. Não tinha obrigação, mas assim o fez. E, certamente, não será esquecido por boa parte dessas crianças.




Sabe aquelas horas que você está prestes a sair do trabalho e algo acontece, te obrigando a ficar mais um pouco? Pois é... episódios assim acontecem com muita frequencia na vida de um jornalista. Foi o caso desta reportagem... Eu já tinha apresentado o jornal da hora do almoço, tinha feito duas matérias à tarde, já passavam das 18h, e aí.. voilà... o telefone toca., era alguem da redação... "Onde vocês estão?". "Voltando pra Itapetininga", respondi... Estávamos em outra cidade da região, onde fizemos a segunda matéria do dia... "Então, vão para Tatuí.. a polícia avisou agora que prendeu um homem e descobriu uma quantidade enorme de produtos, que podem ser contrabandeados...". Na cabeça, só o que vinha era: "Meu Deus, eu não acredito, eu preciso descansar, to com sono e fome...". Mas a responsabilidade falou mais alto... Lá fomos nós... Chegamos na delegacia, o caminhão com a carga apreendida tinha acabado de chegar e os policiais estavam descarregando os produtos. Fizemos imagens, peguei o relatório de apreensão com os investigadores e entrevistamos o delegado. Mas ai veio outro desafio. Tínhamos que descobrir onde era o local da apreensão. Detalhe: já era noite, não conhecíamos os bairros de Tatuí direito. Pegamos o endereço com os policiais, que explicaram bem, e chegamos rápido lá... O repórter cinematográfico fez imagens e voltamos pra Itapetininga. Quando chegamos na redação, já eram quase 22h. Ainda tive que passar o off (o texto da reportagem) para o computador e gravar, na cabine de off, sozinho, porque a essa altura já não tinha mais ninguem na redação. Cheguei em casa passavam das 23h. Ainda bem que a Dona Ana, minha mãe postiça/governanta, deixou uma comidinha prontinha pra mim.... rs




Jipeiros na Lama



Um grupo de jipeiros se reuniu numa trilha de.... lama... Imagina a meleca... eu, de sapato... não sabia que era assim a competição... atolei meu pé na lama... quase não consigo recuperar o sapato... histórias pra contar...rs.. Eu tb dei uma voltinha de jipe... mas nas imagens, não ficou legal... achamos melhor não colocar na edição... rs

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Canoagem em Cerquilho



Copa Brasil de Slalom... Rio Sorocaba... Cerquilho... Muita gente bonita... Fim de semana de esportes radicais... um sábado de outono desses qualquer... O legal desses Vt´s é que a gente conhece tanta gente... muito legal mesmo... Em cada reportagem, um aprendizado diferente. Não pense você que a gente sempre chega pra fazer uma reportagem sabendo de tudo, conhecendo cada detalhe do assunto. Claro que o repórter vai procurar saber o máximo que puder antes de ir ao lugar marcado. Mas, em geral, você descobre muito mais, aprende muito mais, fazendo aquilo que é a função primordial do repórter: perguntando. Nesse dia eu sabia de uma forma supercial sobre o Copa Brasil de Slalom, nada mais. E aprendi como é uma competição dessas, como um canoista se torna vencedor. reportagem só vai ficar boa se a gente se colocar no lugar do telespectador. Não ter vegonha de não saber é fundamental. E não ter vergonha de dizer ao entrevistado: "olha, me explica melhor, pra eu poder explicar isso na reportagem de uma forma didática e simples, pra todo mundo entender"... Este é o X da questão.... jamais supor que seu telespctador sabe do que vc tá falando... O cinegra que tava comigo nesse vt era o Wellington almeida, que hoje é um dos cinegras do profissão repórter da Globo de sp...

Paraquedismo... Uhuuuuuuuuu!!!!!!

Centro Nacional de Paraquedismo, em Boituva, SP... Paraquedistas de várias partes do Brasil que, sem dúvida, sabem se divertir... Inventam todo tipo de campeonato só pra dar mais um saltinho, e outro.. e mais um... e mais um... quando vêem, já é noite...
Eu e o repórter cinematográfico Evertton Momberg passamos o sábado acompanhando as competições. Era o campeonato nacional de Pouso. Na reportagem você vai entender o que é...Tivemos que fazer duas matérias sobre o campeonato.. Ou seja, duas versões sobre o mesmo assunto.. Sem contar o link que fizemos no sábado mesmo, dentro do jornal, pra mostrar ao vivo, como estavam as competições naquele momenti. Loucura total... A cabeça maluquinha pensando em 3 textos diferentes.... Mas pra quê fazer duas reportagens sobre o mesmo assunto? A primeira era pro jornal do meio-dia, conatando como tinha sido a competição pela manhã (que complemantaria com as informações do meu link). A segunda, pro jornal das 19h.. Como não dava tempo de levar uma matéria e voltar (primeiro, pela distancia, segundo, pela demora, terceiro, porque corríamos o risco de perder alguma coisa do campeonato), todo o material foi gerado via satélite pela nossa UMJ (unidade móvel de jornalismo). Geralmente a versão pro jornal da noite é sempre menor, porque o jornal é menor... A seguir você vai ver a versão maior desse campeonato doido... Reparem na imagem que o Kré (Evertton) fez quando o avião deu um razante na galera..


Voando de Planador... Inesquecível!!!



Esta foi uma das reportagens mais lokas de fazer. Eu e o repórter cinematográfico Evertton Monberg fomos acompanhar um domingo qualquer no aeroporto de Tatuí. Sabe aquela coisa "puts, estamos sem pauta, o que vamos fazer"? rs... Pois é, quase isso. Abriu um buraco nas pautas e não pensamos duas vezes. Valeu muito à pena. No início, a idéia de voar parecia meio distante da realidade. O negócio seria fazer o Vt apenas contando como era a rotina da turma no aeroporto. Mas quando os caras que praticam essa aventura deram essa chance, a gente aceitou. O problema, então, passou a ser outro. No Planador, só cabem duas pessoas. Uma delas tem que ser o piloto... rs... Combinamos o seguinte: Eu iria no Planador com uma câmera PD (menorzinha em relação à profissional) pra que eu mesmo filmasse. E o Kré (Evertton) iria no Avião rebocador para filmar de lá o planador no ar. Ficou show!!!! Muito legal mesmo... assistam.. inesquecível!!!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Salmonela em Ovos



Uma contaminação por salmonela em Itapetininga, deixou centenas de pessoas doentes. Reportagem feita de forma rápida... Entrevistamos dois representantes da vigilância epidemiológica e sanitária e usamos imagens de arquivo que já tinham sido feitas dias antes quando a contaminação começou.

Banana Gigante



Um agricultor de Cerquilho descobriu na plantação de Bananas, um pé gigante... E era mesmo...A reportagem foi feita num domingo frio de céu nublado e com chuviscos, o que deixou a imagem mais bonita. O dono da bananeira gigante não sabia o que fazer com tanta banana....rs

Buracos nas Estradas



Situação deplorável nas estradas do interior de São Paulo. Fazendo esta reportagem, pude ver de perto o sofrimento de alguns motoristas, que são obrigados a passar por caminhos tortuosos, literalmente. Nestes casos, uma chuva forte criou um pequeno transbordamento de um corrego num dos pontos da estrada, que abriu um burado imenso. A pista foi interditada e o congestionamento se formou. Não queria estar na pele desses motoristas.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Musica e Mercado. A Importancia do Conservatório de Tatuí.



O Conservatório musical de Tatuí é o maior da américa latina. Óbvio que, por causa disso, não faltam pautas para a imprensa local. (http://www.conservatoriodetatui.org.br/) . E a qualidade dos alunos e dos musicos, grupos e orquestras é impressionante. A estrutura da escola é muito boa. Existem dormitórios para quem é de outra cidade. E muita, mas muita gente mesmo, é de fora. Alguns até do exterior, inclusive entre os professores, como uma russa que dá aula de Harpa. Incrível. O Conservatório é público, do governo do estado. Por isso, a concorrência pra conseguir uma vaguinha é grande. E quem entra, não se arrepende. Periodicamente, os diretores do conservatório fazem pesquisas para avaliar a qualidade do ensino e o resultado das aulas. A conclusão: muitos profissionais no mercado.

Famílias perdem tudo nas inundações



Uma situação lamentável. Bairros inteiros debaixo d´água. Eu e o repórter cinematográfico tivemos que percorrer o trecho de barco. Nas partes mais rasas, continuamos no barco e fomos puxados por moradores que já estavam molhados, debaixo da água. Nesses casos, a gente se coloca na situação dos moradores... quanta sujeira, quanta coisa perdida, quanta coisa estragada... um cheiro horrivel de esgoto. A maioria desses bairros não tinham sistema de esgoto e muitas fossas transbordaram com a enchente provocada pela cheia dos rios Tatuí e Sorocaba. Igrejas foram usadas para abrigar os moradores até a água baixasse.



Quadrilha Assalta Correios



Essa reportagem acima me trouxe uma experiência diferente. Era o primeiro contato próximo com bandidos. É muito estranho passar normalmente perto deles, enquanto estão algemados. A polícia numa salinha montando o quebra-cabeça da operação e os três "meliantes" num banco no corredor da delegacia, viagiados por outros policiais. Sempre tem um dos criminosos que acha que, mesmo naquela situação, ainda tem direito de reclamar de alguma coisa. O que incomodava era a presença da câmera. "Ow, mano, num filma nóis não, mano." Nem precisávamos nos manifestar. A polícia já entrava no meio: "Cala a boca rapá. Se num quer ser filmado, esconde a cara...". A polícia de Tatuí sempre foi muito solícita com a imprensa. E fazia questão de avisar quando algum caso era descoberto ou resolvido.

Cecilhada



O vídeo acima é um exemplo do bom relacionamento dos moradores de Itapê. No dia de Santa Cecília, uma Cecília decidiu reunir todas as Cecílias que conhecia e ainda entrou em contato com outras Cecílias desconhecidas para um jantar num restaurante da cidade. A Cecilhada foi muito engraçada e hoje virou tradição. Nossa equipe foi muito bem recebida. E pudemos comer um pouquinho também. rs

A Saga Começa

Já instalado numa boa casa, com a ajuda inigualável de Dona Ana, que contratei para limpar a casa, lavar e passar minhas roupas (e que ainda me fazia um agradinho.. leia-se, uma jantinha, de vez em quando), pude pensar melhor no trabalho. Mais um Golias pra derrubar. E era um por dia. rs. Tá bom, né? Já pensou se fossem dois? A turma de Itapetininga foi muito mais acolhedora. Nunca vi uma cidade com um povo tão generoso e simpático. Mas na Tv a chefia não era de lá. Ou seja, o tratamento era outro. Eu e Patrícia Vieira (que apresentava o jornal comigo) tivemos que ter muito jogo de cintura pra aguentar criticas. Eu, sinceramente, sempre achei que nós formávamos um ótimo casal no vídeo. Mas nada estava bom. Fomos comparados pelo chefe como "ratinhos de laboratório". Assédio moral? Imagina, quase nada (rs). Broncas na frente de todos, humilhação. Nas ruas, o retorno que eu tinha da população era que o trabalho estava sendo feito de forma primorosa. E foi a opinião das pessoas que não nos deixou desistir. Na nossa profissão, muitas vezes, a gente se depara com opiniões que querem nos deixar pra baixo, nos irritar, nos testar. Mas, temos que absover só o que for necessário. Dispensar o que não nos acrescenta é uma tarefa dificil, mas importante para continuar crescendo. Graças a Deus, a direção mudou. Nova chefia muito mais qualificada, com muitos anos de experiência. Aí, sim, pudemos trabalhar sob a supervisão de alguem que sabia não só criticar, mas indicar o caminho certo, a direção certa.

Quando é pra ser, nada impede

Andando pelos bairros próximos da emissora, descobri um lugar pra alugar. "Tem uma vizinha que tá alugando uma casa nos fundos do quintal dela", disse Dona Ernestina, ao sair do Bar, depois de comprar refrigerante. O bar foi o último lugar que eu procurei, já desesperado por não achar nada. {capítulo à parte é a falta de imóveis em condições razoáveis para se alugar nessa cidade}. Dona Ernestina me levou até Dona Ana. Conversei cerca de 5 minutos. Ela me apresentou a casa e disse que já havia duas pessoas na frente, interessadas em alugar. Mas que era pra eu voltar no dia seguinte. Se ninguem desse respósta, a casa era minha. Fiquei o dia todo feliz, mas angustiado pela incerteza. Torcendo e pedindo a Deus pra que reservasse aquela casa pra mim. Dia seguinte cheguei lá, ansioso. "Oi Dona Ana.. e aí?"... Sorridente, a simpática senhorinha retirou devagar a placa de "aluga-se" da garagem e me disse "Eu fui tanto com a sua cara que nem fiquei em casa hoje para não correr o risco de encontrar com as duas pessoas que estavam na sua frente...A casa é sua!". Era ou não era pra ser?

domingo, 7 de junho de 2009

Mudanças à Vista

Janeiro de 2006. Já estava decretada minha saída de Bauru. A empresa achou melhor que eu fosse para a afiliada de Itapetininga, pra poder ser "lapidado" na profissão. Claro, já que ninguem ali, tinha paciência para ensinar, vamos pra outro lugar. Itapetininga foi uma lapidação e tanto... rs... na profissão, na maneira de ver as coisas, na maneira de viver. A cidade não tinha muita estrutura. Mas estava mais perto de Sorocaba e São Paulo. Fiquei uma semana no hotel pago pela TV. Depois disso, não pagaram mais nada. Tive que me virar. Aluguei um cafofo (que mais tarde eu descobriria que tinha sido ponto de tráfico) num bairro que não era perigoso, segundo os moradores. Não deu pra ficar. O lugar era provisório mesmo, só pra poder trazer meus móveis de Bauru. As condições eram péssimas. Me sentia inseguro. Chorava todas as noites. Alan, um amigo de Bauru, presenciou meus prantos ao telefone, certa vez. Mas o papai do céu enviou Dona Ana. (êta mulher arretada sô). Um anjo de Deus na minha vida.

Deus sabe o que faz

A passagem por Bauru foi rápida, mas intensa. Para morar na cidade eu não conhecia ninguem. Mas Mirella Bergamo, que apresentava o jornal da RIT comigo, era de Botucatu (cidade vizinha de Bauru). Mirella me indicou um amigo. "Já falei com o Plínio e ele vai te encontrar lá. Assim que vc chegar em Bauru, liga pra ele e você vai poder ficar na casa dele por alguns dias..." Essa era minha chance. Alguem relativamente conhecido (amigo da amiga) pra que eu me sentisse menos perdido. Cheguei em Bauru guiado pel mapinha que meu irmão (vitor Chinaglia) conseguiu na internet pra mim. No Carro, uma mala e dois ternos em cabides. A familia do Plinio me recebeu muito bem. Abriram as portas para um desconhecido. Nunca vou esquecer disso. Me deram um apoio fundamental que eu nem soube agradecer direito. Após uma semana, saí da casa do Plínio e fui pra casa de um amigo dele. A familia toda ia viajar e seria chato eu ficar sozinho na casa dele. No apartamento do Nando e do irmão dele, tive uma incrivel empatia com os dois. Tanto, que acabei alugando um apartamento no mesmo prédio, exatamente em cima do deles. Foram poucas semanas, mas um convivio ótimo. Os pais deles também estavam em outra cidade, assim como os meus. Fazíamos companhia uns para os outros. Assim o tempo passava mais rápido. O Nadão não sabe, mas ele foi importantíssimo nessa minha passagem pro Bauru. Pessoas que vão e vem como um vento, mas que têm um propósito na vida da gente.

As diferentes posturas


Outubro, Novembro e Dezembro de 2005 e janeiro de 2006 foram decisivos. Aos 24 anos, foi o momento de cortar laços, me desgarrar, criar asas, voar sozinho. Ou pelo menos, começar a aprender a me virar. Na TV TEM de Bauru fui contratado para ser produtor e repórter. Se na RIT eu era apresentador e ia pra rua eventualmente, em Bauru a situação era totalmente diferente. Penei. Momentos duros. Enfrentei não só a minha falta de experiência, a insegurança de estar numa cidade desconhecida, com pessoas estranhas e meu desespero de ter que resolver tudo sozinho, mas a má vontade de profissionais que já tinham séculos de casa e que não tinham paciência pra me ensinar e esperar que eu aprendesse. Afinal, ninguem nasceu sabendo e é o tipo de experiência que faculdade nenhuma te ensina. Como fazer uma boa reportagem? Ou melhor, como fazer uma reportagem? Ninguem explicava. Noção eu tinha. Mas, pra fazer da maneira como eles queriam, eu não sabia como. Giuliano Tamura, repórter de rede da TV TEM Bauru, e Ana Gueiros, editora de rede da emissora, e Edwin Gabriel, editor e apresentador de Bauru, foram os que mais me ajudaram a passar por essa fase. Muitas vezes, apenas com uma palavra de incentivo. Claro que muitos outros também me ajudaram, talvez de forma menos chamativa, mas fizeram a diferença. O problema é que nosso cérebro, infelizmente, guarda com muito mais facilidades os traumas e momentos dificias. Me recordo de uma ocasião em que o Osmar Chor, a quem sou muito grato pela chance que me deu na rede TV TEM, e que na época era chefe de jornalismo de Bauru, me escalou para apresentar o jornal local da emissora num sábado à noite. Na redação, pude ouvir uma conversa por telefone de uma funcionária (que era editora, mas pau-pra-toda-obra da tv) que ligou para o Osmar e perguntou: "Porque ele vai apresentar e eu não?". Não sei qual foi a resposta. Mas nada mudou naquela noite. O certo é que eu, novato de tudo, era agora tratado como uma ameaça aos empregos alheios. Segui em frente, ganhando experiência. Recebi criticas e mostrei que podia ser melhor. Passei o primeiro ano novo longe dos meus pais. Eles em São Paulo. Eu, apresentando o jornal da emissora no dia 31 de dezembro à noite. Saí da tv e passei o réveillon com a Gabriela, uma amiga de Sampa que, por sorte, tinha um namorado em Bauru. Meus dias estavam contados e 2006 prometia mudanças.

Jornada nas Estrelas - como tudo começou

Eram três da tarde quando recebi a ligação... "Oi Rafael, aqui é o Osmar Chor, da TV TEM, tudo bem?". Eu estava no Posto de saúde da Lapa. Tinha ido tomar vacina contra Febre Amarela. O ano era 2005. Eu trabalhava na RIT e existia a possibilidade de ir pra Venezuela numa comitiva brasileira convidada pelo governo venezuelano para conhecer o país (pra viajar pra lá, tem que tomar a vacina). A viagem não deu certo, mas a conversa com o Osmar, sim. "Osmar, de onde?", perguntei. "Da TV TEM, afiliada da Rede Globo, em Bauru"... ahhhhh, ai, ficou tudo mais claro. Tinha mandado Curriculo pra lá. Não só pra Bauru, diga-se de passagem. Lembro-me de ter investido (sim, investido, porque quando se trata de profissão, tudo é um investimento e não um gasto) mais de 200 reais para enviar curriculo, acompanhado de portifolio do meu trabalho na RIT (onde era apresentador do telejornal da emissora). Enviei o material para 30 emissoras. Isso mesmo, TRINTA emissoras nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Três meses depois, só duas me responderam. O SBT de Santos, onde queriam me pagar salário de fome pra que eu me sustensse numa cidade com custo de vida altíssimo. E a TV TEM de Bauru. Não pensei duas vezes. Cerca de 1 mês depois eu estava de mudançapra viver sozinho no interior paulista. Deixei familia e amigos pra tras... Medo? Todos que você pode imaginar. Coragem? Nunca tive tanta.