domingo, 30 de agosto de 2009

A Vida no Campo

Um repórter de afiliada, do interior, não tem editoria fixa. Não que seja uma regra, mas é que não há mão de obra para tanto. E, claro, quanto mais as empresas puderem sugar um funcionário para que ele faça de tudo, evitando o gasto com a contratação de outra pessoa, assim será.
Apesar disso (de não poder fazer apenas esporte. que era que eu mais curtia), se tem uma coisa que eu aprendi a gostar é das pautas rurais. Primeiro, porque geralmente são feitas em sítios, chácaras e fazendas distantes dos centros urbanos. Isso significa que nunca dava tempo de voltar pra redação pra fazer uma segunda matéria nequele mesmo dia. A "lonjura" nos permitia fazer um material mais bem produzido, no capricho e com calma. Segundo, que, paulistano da gêma como eu, tudo no mundo rural era uma surpresa, um aprendizado. Histórias que minha mãe, nascida em Santa Adélia, me contava, eu começava a presenciar. Não tinha um dia que eu não chegava com o sapato sujo de terra... Não vencia limpar, como dizem no interior.
A nossa equipe com a pressa enraizada nas mentes, tentava sempre agilizar as coisas... Mas o carinho e atenção doado pelo povo do campo impedia que fossemos muito ligeiros. Sempre tinha uma frutinha pra degustar, um cafezim pra tomar, um queijim pra experimentar. E era como se conhecessemos as pessoas há muito tempo. Um tratamento sem igual. Sempre fomos muito bem tratados.
Se tudo era perfeito? NUNCA... rs
A primeira grande dificuldade era entender o caminho que o produtor tinha descrito na pauta pra chegar ao local da entrevista. Pra evitar stress, o telefone do estrevistado já estava lá na pauta. Já sabíamos que teríamos qur ligar, pra poder chegar. Mas esse era o menor dos problemas.
Quantas vezes chegamos na casa ou propriedade do entrevistado e o horário de marcação estava errado, ou o entrevistado não estava? Pior, muitas vezes ele estava lá, mas não sabia qual era o assunto da reportagem e, consequentemente, não ficou sabendo que teria que atrasar a ordenha daquela bendita vaca premiada, que seria filmada. Nesse caso, ou se cancela a reportagem e a pauta é remarcada (hipótese remota) ou se simula uma ordenha, sem mostrar detelhes mais suculentos da teta da vaca despejando aquele leite quentinho e branquinho.

Um dos aprendizados foi pra fazer esta reportagem aí abaixo. A matéria entrou no Globo Rural e conta a história de produtors de Limão do noroeste de SP, da cidade de Urupês, que vendem os produtos direto pro comerciante, sem atravessador no negócio. Muito interessante.

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